24 de outubro de 2011

Liberdade é pouco...


Mostrei o que sou!
O que realmente modulava em mim;
fui contra as marés,
emergi de um abismo sem fim.
Cruzei linhas paralelas,
corri na contramão do vento, do tempo
e me alcancei na última estação...
Rasguei minha carne, expus meu avesso,
o meu contexto
e toda a sensibilidade verbal, emocional,
escondida em contra senso,
sufocando o bem, endeusando o mal.
Postei nua minha identidade
e toda a verdade antissocial ...
chocando a realidade dura.
Vomitei iniqüidades cruas
ingeridas por razão irracional
sob forte pressão radical.
Viajo sem malas...
Sem revolta ou bilhete de volta...
Sinto-me leve, sem nada que me pese,
Sem alças das parafernálias
que pendurei num tempo que já teve fim.
Sigo só... melhor assim..
Insano, estranho, profano
É o que pensam e podem pensar de mim.

3 comentários:

  1. Além dos limites, superando o improvável.

    Adoro isso!

    =D

    Beijo grande, moço.

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  2. "Viajo sem malas...
    Sem revolta ou bilhete de volta...
    Sinto-me leve, sem nada que me pese," Meu maior sonho é ser assim, sem receio, sem desespero, viajar e não se preocupar.
    Poema maravilhoso e além dos limites como disse a Luna.
    Adorei seus idolos e uma boa parte são meus também.
    Boa semana e Paz e Morangos

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  3. muita bacana seu blog! gostei!

    abraços,
    raileronline

    (só acho que o texto azul, com esta fonte, em cima da imagem de galhos, dificulta um pouco a leitura)

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"Minhas desequilibradas palavras são o luxo do meu silêncio."
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